more lists

Vi um post da Juliana Gervason sobre coisas que ela aprendeu na sua vida de leitora, e fiquei pensando nas minhas. As vezes me acho tão metódica com os meus livros. Tenho contagens trimestrais, organização em ordem alfabética e outras coisas de organização que eu não aplico em muitas coisas (quase nada) em minha vida. Mas posso dizer com certeza que as paixões da minha vida, eu sempre mantenho organizadas. Livros, planejamento de viagens, aniversários, por aí vai… Mas também, vai lá ver meu guarda roupa…

21 coisas que eu aprendi (ou adquiri) nos meus 21 anos de leitora!

1 - Não empresto livros. A não ser que sejam para pessoas que frequentam minha casa assiduamente (ou seja, minha mãe, irmã e namorado. só. sério.) e as quais eu posso cobrar abertamente e pedantemente sobre o que aconteceu com meus livros.

2 - Trimestralmente, anoto o nome de todos os livros numa planilha, em ordem alfabética e sempre a começo do zero.

3 - Nasci lendo gibis turma da mônica e até hoje os adoro.

4 - Até hoje tenho implicância com o Zé Carioca. Monica rules.

5 - Demoro muito tempo para ler os clássicos. Muito tempo seguido me entedia.

6 - Já os YA e chick-lit posso parar de trabalhar e comer pra terminar de ler.

7 - Detesto poesias. Amor demais pela pena que passa voando, pela porta que bate. Corno demais, me perdoem.

8 - Faço extensivas pesquisas no buscapé antes de comprar um livro. 

9 - Me sinto culpada em abandonar livros. Sinto que se eu der mais uma chance (ou mais uns capítulos de chance) vou gostar deles, como muitas outras pessoas no mundo.

10 - Nunca li uma biografia. Salvo as pequenas introduções em alguns livros. As quais eu geralmente pulo metade.

11 - Compro livros pela capa. Sou designer, não me julgue.

12 - Evito comprar certos livros pela capa. Mesmo motivo acima.

13 - Tenho preconceito contra livros muito populares. Mas se leio geralmente acabo gostando.

14 - Até que gostei de 50 tons de cinza. Fala sobre sadomasoquismo sobre como outro livro poderia falar da… segunda guerra mundial. Ler antes de reclamar é uma boa ideia.

15 - Não posso ler livros antes de dormir, eles tem o mesmo efeito em mim que energético tem para as outras pessoas.

16 - Não sei sair de casa sem um livro. É como a carteira. Eu posso não usar mas se precisar, lá está.

17 - Não sou fã de e-books. Só pra livros vergonhosos, tipo 50 tons de cinza. Ninguém precisa saber que estou ficando vermelha porque estou lendo uma cena detalhada de sexo.

18 - Marco meu nome e data da compra na parte interna da capa em todos os meus livros. Menos naqueles que são tão lindos que nem pra ler tenho coragem de pegar.

19 - Faço parte de um clube do livro. E eu gosto!

20 - Não tenho paciência pra sebos.

21 - Adoro cheiro de livro novo.

22 - Compro mais livros que roupas.

Não podia fazer uma lista com o número certo, pra manter a tradição de listas sem número específico. Acho que é TOC.

Lena ♥

thats why i cant watch the movie ‘the lion king’

Eu sou uma dessas pessoas que ignora coisas que me façam sentir mal. Tendo dito isso, é mais fácil explicar o porquê de eu ter crises de pânico quando penso em morte, na minha carreira futura e em tomar decisões que afetem não só a minha vida mas a vida de outros. Então eis que eu leio um livro (eu e os livros lifechanging) chamado Fangirl, da Rainbow Rowell. Ele tinha toda a premissa bobinha e capa linda que me fazem comprar um livro pra distrair. Uma garota que escrevia fanfics e um romance legal. Pronto. Aí que essa garota tinha uma gêmea, e elas foram abandonadas quando crianças pela mãe aos 8 anos e deixadas com o pai que acabou ficando tão arrasado com isso que desligou uma parte dele pro mundo. A gêmea não-principal lidou com isso de forma diferente, ficou adolescente, revoltada, e bebendo e saindo. Já a Cath (a gêmea principal - nossa que estranho) ficou introvertida, com problemas sociais e completamente quebrada. 

Bom. Eu fui abandonada pelo meu pai. Não da forma tradicional, mas fui, e os detalhes não importam. E eu não me recuperei também. Acho que ninguém se recupera de coisas assim. O que eu faço com isso é o que eu faço pra tudo que me incomoda: não falo no assunto. E eu fiquei pensando o que eu falaria pra ele se ele estivesse vivo hoje, se eu pudesse falar com ele uma vez.

Chega de ignorar, pelo menos hoje. Então, lá vai, querido papai.

Você é um babaca. Desculpa, mas é. Eu fui a vida toda comparada a meninas que foram simplesmente abandonadas pelos pais como se fosse sorte a minha que meu pai morreu. Que ele não me abandonou porque quis. Mas você não tinha doença nenhuma. Você não morreu num acidente fatal e inesperado que poderia ter acontecido com qualquer um. Você escolheu sair de casa. Você fez as escolhas que levaram uma menina de três anos a ficar sem pai. Uma mulher de 35 anos sem marido, com contas pra pagar e uma filha para criar. Essas escolhas que você fez voluntariamente e sob nenhuma pressão, me causaram uma vida de choro no dia dos pais. De não ter ninguém pra quem cantar a música dos pais na escolinha. De ver minha mãe chorando de saudades de você. Porque não fui só eu que não me recuperei. Ela também não. E você magoou a minha mãe. E eu não posso te perdoar por isso. Eu vou carregar isso comigo o resto da vida, e tenho que me acostumar, embora em 18 anos depois de você desaparecer eu ainda não tenha. Nem ela, sabia? Você foi um egoísta. E você não merecia o amor dela. O amor que ela ainda tem. E você nunca mereceu, apesar de ela só falar bem de você. Esta é a última vez que eu falo sobre você com tanto ressentimento. Não porque eu não vou me importar, porque eu sempre vou me importar. Mas porque eu tenho quase certeza que nunca vou conseguir perdoar. Também sou egoísta.

Lena.

lifechanging things

"Let’s be clear. the planet is not in jeopardy. We are in jeopardy. We haven’t got the power to destroy the planet - or to save it. But we might have the power to save ourselves.

Ian Malcolm - Jurassic Park, by Michael Crichton”

Eu já tinha visto essa teoria uma vez antes. Mas nesse livro, eu entendi realmente ela. O planeta está aí há milhões de anos. Ele sobreviveu a coisas muito piores que os seres humanos. E nada do que nós fizermos, irá mudar isso. Buraco na camada de ozônio? Aquecimento global? Falta de petróleo? De água potável? Nada disso afeta o planeta - afeta a nós. Somos nós quem estamos em risco, não o planeta. Se tudo isso que eu descrevi acima acontecer, a Terra sobreviverá. Novas formas de vida tomarão o nosso lugar, como espécie dominante. Nunca fomos a única, e os dinossauros estão aí pra nos lembrar. Então por favor, podem parar de fazer cartazes de SALVE O PLANETA! E vamos nos resumir a viver bem o tanto de tempo que nos sobra, sem se preocupar tanto com o maldito aquecimento.  

Leitura recomendada, não só para pôr o ego no lugar, mas para amar o Ian Malcolm. 

Lena ♥

where the fuck are the good endings

so, i was reading a book that made me fall in love with its cover, and it was a genre that i haven’t read in a long time. Mystery. my last contact with it was with agatha christie, and so i was expecting a lot from this book. When I was in the middle, i tought about stopping the reading to write my theories about what was gonna happen, and well, i was too lazy to do that. And i was mostly right, missing a few details. What i haven’t expected, was a poor ending. Christ, i hate when the ending is like a blank that you have to fill. if i wanted to imaginate my own ending i would have written a goddamn book. this made me think about when was the last time that i liked an ending. and that’s really rare, i found out. there’s two options now. Either i’m getting more selective, or the good writers are some fucking more difficult to find. and this wasn’t even a YA, so i’m in the right to complain. when i think about good endings enough, i’m doing a top ten that doesn’t contain 10 items about it.

If there’s anyone wondering, the book is Tigers in red weather, and yes, was a debut title, but i don’t care.

Lena. ♥

im no good at following rules

você está triste? deprimido? com tendências suicidas ou não? levou um pé na bunda? está sofrendo da sindrome mais antiga do mundo, chamada dor de cotovelo? pois eu tenho a solução para os seus problemas. Queijo quente com maionese. Pão crocante, queijo derretido na chapa, deliciosa maionese (HELLMANS!!!) derretendo em cima do queijo. Felicidade instantânea.  Ainda mais se você estiver quebrando sua dieta sem lactose afinal você, dentre todas as pessoas azaradas do mundo foi a escolhida para ter alergia à proteína contida no leite que te causa vermelhidão, inchaço, e também é conhecida como síndrome BAIACU. quem se importa.

Queijo quente®, em uma panificadora qualquer perto de você.

Lena ♥

i am getting worse at creating titles

ever since I was a kid, I imagined that something really awesome was going to happen in my life. like every other kid that grew up watching fairy tales, and kept watching until full grown-up (so sorry for you guys that like watching the news. i like watching sleeping beauty for the hundreth time while my mom is worrying about the bombs in china - i have no idea if there’s really bombs in china-) I tought that my life would have to be really special, like the ones of the princesses on the movies. so, i’m 21. I’m not adopted, nor daughter of some romanian prince that died tragically and send me letters of his total-paternal-love. My boyfriend is not a vampire. Nor werewolf. (NOT COMPLAINING!) Nothing that relates to the supernatural is around my life. And, to end with my dreams, i’m no fairy. I started thinking that i have a real normal life, altough i’m not normal at all. Then I realized that despite not having all that stuff in my life, I have all that special things I was looking for, and didn’t need do pass through an evil stepmom. And I feel like a pink princess, thank you. SOO sorry for you girls around the world that do not.

Lena ♥

jurei ate que essa nao seria pra voce, e agora e

Quando eu era adolescente, eu tinha uma amiga lésbica que, entre as poucas coisas lúcidas que me disse (ela era meio aérea…), falou que quando eu entrasse em um relacionamento, deveria anotar todas as coisas lindas que aconteciam no começo, pra que quando as coisas piorassem eu sempre tivesse aqueles momentos bons para me lembrar. Eu nunca esqueci disso. É um ponto comum em todas as conversas, que começo de relacionamento é lindo, é fofo, é receber o melhor da outra pessoa. E que depois você recebe também o pior. O estranho em mim (uma das diversas coisas estranhas, melhor dizendo) é que eu fiz o contrário do que as pessoas fazem. Eu joguei tudo que eu fiz de pior, que eu me arrependi, o que não foi certo. Porque se passasse disso, não teriam mais surpresas ruins, abrindo espaço para as coisas boas. Acho que além do medo de primeiras coisas, eu também tenho medo do desconhecido. Não saber o que vai acontecer me apavora. Mas eu tô aqui anotando o que tá acontecendo de melhor, e o melhor dá pra ver em mim, mesmo através de um monte de frases. Vou parando de escrever por aqui, porque eu tenho vergonha, e eu sei que você tá lendo. E eu já reescrevi umas 20x esse texto por medo de ter escrito alguma coisa errada. Desculpa se foi, ta?

Juro que vou parar com os posts fofos. Mas a ideia é escrever o que a gente tá com vontade aqui, e como hoje é o dia choroso da tpm, eu quero escrever sobre a minha monomania.

Lena. ♥

you know for a fact that i really love lists

Tô no clima de mais um top 10 que não tem 10 itens hoje. Porque já que o steve não escreve nada, eu escrevo por mim e por ele. Estava hoje procurando um box com as 5 temporadas de fringe e olha só, não existe no Brasil. Aí fui ler sobre fringe e já viu…

Top 10 que não tem 10 itens de séries simplesmente maravilhosas que ninguém tem razão aceitável para não assistir:

- Lost

Sério. Porque não pessoas? Tenho até o box com todas as temporadas em casa e reassisti 3 vezes. Foi com essa que eu entrei no mundo de neurose por séries, e sou daquelas fãs apaixonadas que apesar de ter chorado de desgosto pelo último episódio (tá, vá lá, pela última temporada inteira), mas ninguém é capaz de negar como os mistérios de Lost envolviam qualquer um que sentasse o bumbum na cadeira por 40 minutos. Kate, we have to go baaaaaaaaaaack


- Fringe

Dizem por aí que é uma tentativa de um novo Arquivo X. Não amigos. Só não. Fringe era uma série de mistério e ciência e universos paralelos e muito amor. Muito. Amor.

- Revenge

É tipo uma novela mexicana bem escrita, bem desenvolvida, com menos clichês. Devo dizer que no começo nem dava nada por ela.

- The Walking Dead

Uma série que trata não somente dos zumbis, mas também sobre o relacionamento das pessoas que sobreviveram aos primeiros tempos do apocalipse zumbi. Essa tem um enormíssimo porém, porque a segunda temporada foi… decepcionante, pela falta de ação. Tudo que eu quero ver são cérebros de zumbis explodindo.

- Heroes

Ok, só as primeiras temporadas também. Achava incrivelmente incrível, uma série que finalmente deixou os heróis menos bregas. Vamos combinar, cuecas por cima do uniforme, capas e máscaras são uó.

- Homeland

Guerra. Intrigas políticas. Atores incríveis. E um romance totalmente babaca. Bem realista, resumindo.

- Les Revenants

Logo essa será descoberta pelas hordas da internet porque os EUA compraram os direitos e refilmarão. É francesa, trata sobre mortos voltando a vida sem saber que morreram e sua integração na cidade novamente. Tive faniquitos no último episódio.

- Greek

Fraternidades. Loiras bonitas que não são burras. Muita fofoca, muita intriga, e infelizmente só 4 temporadas.

- Modern Family

Única série de comédia na lista. Mas é sério, dói minha barriga de rir nessa. E é porque minha família é bem assim.

Encerro a lista aqui porque senão ela teria 10 itens, e isso é inaceitável.

Lena. ♥

say you will be the arrow of my ways

Ela procurou no vão entre as palavras, no silêncio do olhar, qualquer coisa. Qualquer coisa que afirmasse que tudo aquilo não passava de frases soltas, inverdades. Ela buscou um motivo, procurou nele vestígios, e foi se esquecendo de que em si mesma algo acontecia. E tudo que achou nele foi verdade, foi sincero. Ela se esqueceu de lembrar que se não se cuidasse, acabaria da mesma forma novamente. E depois de tudo procurar, a única coisa que ela achou é que já não podia mais mudar. E com a confusão do que se passava em sua própria cabeça, ela foi deixando que ele a ajudasse. A ajudasse a esquecer, a lembrar, qualquer coisa. Porque qualquer coisa não fazia mais sentido se ela o tirasse da equação. Coisas em que ela acreditava há muito tempo, ele apareceu para mudar. E ela viu que não poderia acabar da mesma forma novamente, não com ele. Porque com ele tudo fazia sentido. Qualquer coisa. Qualquer coisa… que tivesse ele.

Lena. ♥